O XXVI Congresso Brasileiro de Economia (CBE 2025), realizado entre os dias 7 e 9 de outubro, em Porto Alegre/RS, reuniu economistas, pesquisadores, estudantes e representantes de instituições públicas e privadas de todo o país em um amplo debate sobre os desafios e oportunidades do desenvolvimento sustentável no Brasil.
Com o tema “Desenvolvimento Sustentável: Reconstrução, Desafios e Oportunidades”, o evento foi promovido pelo Conselho Federal de Economia (Cofecon) em parceria com o Corecon-RS, consolidando-se como o principal espaço de reflexão crítica e formulação de propostas para o fortalecimento da profissão e para a construção de um projeto nacional de desenvolvimento inclusivo, inovador e ambientalmente responsável.
Reflexão sobre o papel do economista no novo ciclo de desenvolvimento
Durante três dias, painéis, conferências e fóruns abordaram temas centrais para o futuro da economia brasileira, como reforma tributária, transição ecológica, comércio internacional, inovação tecnológica, desigualdades regionais, educação financeira e o papel do Estado na neoindustrialização.
Cerca de 50 especialistas e 500 participantes, entre presenciais e virtuais, contribuíram para as discussões, reforçando a importância do diálogo entre a academia, o setor produtivo e o poder público na formulação de políticas econômicas que priorizem o bem-estar social, o crescimento sustentável e a justiça distributiva.
Carta do Congresso e Manifesto sobre a Questão Climática
Ao final do evento, foi aprovada a Carta do Congresso Brasileiro de Economia, documento que sintetiza as principais deliberações e diretrizes debatidas ao longo das plenárias. A Carta reafirma o compromisso da categoria com a justiça social, a reconstrução nacional e o fortalecimento da soberania econômica do Brasil, destacando o papel estratégico do Estado na promoção de um modelo de desenvolvimento sustentável e inclusivo.
Também foi apresentado e aprovado por aclamação o Manifesto do Cofecon sobre a Questão Climática, que reconhece a emergência ambiental como um desafio civilizatório e posiciona o Brasil como protagonista global na transição ecológica justa. O texto reforça o compromisso dos economistas com políticas que integrem crescimento econômico, preservação ambiental e redução das desigualdades.
Essas deliberações somam-se às contribuições dos seminários regionais realizados ao longo de 2024, cujas recomendações serão apresentadas na COP30, em Belém, em novembro, fortalecendo a voz da categoria no debate internacional sobre sustentabilidade e economia verde.
Unindo gerações e perspectivas
O CBE 2025 também foi marcado pela participação expressiva de jovens economistas e estudantes, refletindo o compromisso do Sistema Cofecon/Corecons com a renovação e a diversidade da profissão. As discussões sobre juventude, gênero e políticas públicas reforçaram a importância de ampliar os espaços de participação e construir uma economia mais democrática e inclusiva.
“Debatemos juventude, diversidade, políticas públicas e o futuro da economia brasileira. Saio com a alma lavada, convicta de que fizemos um congresso grandioso, com democracia e participação”, destacou a presidenta do Cofecon, Tania Cristina Teixeira, durante a cerimônia de encerramento.
O presidente do Corecon-RS, Rodrigo Salvato de Assis, celebrou o sucesso do evento: “Este foi um congresso feito a muitas mãos. Receber economistas de todo o país em Porto Alegre foi uma honra. Espero que São Paulo tenha muito trabalho para fazer um evento ainda melhor”.
Próxima edição em São Paulo
A capital paulista foi anunciada como sede do XXVII Congresso Brasileiro de Economia, mantendo o compromisso de continuidade e fortalecimento das discussões iniciadas em Porto Alegre. A expectativa é de que o próximo encontro aprofunde o debate sobre os caminhos da economia brasileira diante dos desafios globais de sustentabilidade, inovação e equidade social.
Um evento de integração e compromisso
O CBE 2025 contou com o patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Vero/Banrisul, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Monte Bravo Investimentos, além dos Conselhos Regionais de Economia de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná e Rio de Janeiro.
O Congresso encerrou-se com um forte sentimento de unidade, compromisso social e valorização do papel do economista na formulação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento humano e sustentável do Brasil.
👏 Parabéns ao Cofecon, ao Corecon-RS e a todos os participantes por mais um congresso histórico, que fortalece a profissão e inspira o futuro da economia brasileira.
