João Gabriel de Araujo Oliveira [1]
Corecon-DF nº 7560
Camila Ramos de Amorim [2]
Vitória Altfuldisck Soares [3]
A saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris — maior emissor histórico e ator central da economia mundial — traz implicações diretas para a credibilidade da governança climática global. O artigo de Camila Ramos de Amorim e Vitória Altfuldisck Soares, publicado hoje no Estadão, destaca como essa decisão fragiliza a coordenação internacional, reduz o financiamento climático e pode retardar a adoção de tecnologias limpas, com efeitos desproporcionais sobre países em desenvolvimento como o Brasil.
Principais pontos abordados:
- Credibilidade e cooperação: A retirada mina o princípio de reciprocidade que sustenta o Acordo de Paris, aumentando o risco de “efeitos de contágio” — outros países podem reduzir a ambição ou postergar ações de mitigação.
- Impactos ambientais: Menor ambição global e queda de financiamento tendem a intensificar vulnerabilidades em florestas tropicais, zonas costeiras e áreas semiáridas, ampliando eventos extremos e perdas de biodiversidade.
- Consequências econômicas e tecnológicas: Os EUA perdem espaço na liderança de setores verdes, enquanto União Europeia e China podem ampliar influência em inovação energética, alterando o equilíbrio tecnológico global.
- Efeitos sobre países em desenvolvimento: Redução de recursos e incentivos para políticas ambientais, maior risco de barreiras comerciais e custos desproporcionais da degradação ambiental, aprofundando desigualdades.
- Necessidade de cooperação: A participação ativa de grandes emissores é essencial para alinhar estabilidade econômica, justiça social e proteção climática.
Leitura recomendada Desafios da Governança Climática Global diante da Retirada dos EUA do Acordo de Paris (Estadão) https://www.estadao.com.br/opiniao/espaco-aberto/desafios-da-governanca-climatica-global-diante-da-retirada-dos-eua-do-acordo-de-paris/
[1] Doutor em Economia (Universidade de Brasília), pesquisador (pós-doutorado) do Departamento de Economia da Universidade de Brasília, professor visitante do PPE da Universidade Estadual de Londrina e consultor (STC) macro do Banco Mundial e da Habe Lux – Estratégia, Marketing e Inovação. As opiniões expressas nesse artigo não representam, necessariamente, as defendidas e apresentadas pelas instituições as quais que o autor pertence.
[2]Membro do Corecon-Acadêmico.
[3] Membro do Corecon-Acadêmico.
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