O Welcome Saúde 2026, realizado nesta terça-feira (24), no Royal Tulip Brasília Alvorada, em Brasília (DF), reuniu lideranças da saúde pública, privada e da indústria para um dia inteiro de debates estratégicos sobre os rumos do setor no próximo ano.
Promovido pelo Grupo Mídia, por meio do Ecossistema Healthcare, o evento abriu oficialmente o calendário nacional da saúde com uma programação voltada a temas econômicos, políticos, tecnológicos e assistenciais que irão moldar o setor em 2026.
Segundo Edmilson Caparelli, presidente do Grupo Mídia e da Federação Brasileira dos Administradores Hospitalares (FBAH), o encontro cumpre um papel estratégico ao reunir lideranças dispostas a discutir, de forma aberta e qualificada, os desafios e caminhos da saúde no Brasil, fortalecendo conexões e agendas colaborativas.
Cenário Econômico para 2026: destaque para a análise macroeconômica
O primeiro painel do evento foi dedicado ao Cenário Econômico para 2026, trazendo uma análise aprofundada do ambiente macroeconômico e seus impactos diretos sobre a sustentabilidade do setor de saúde.
O debate foi moderado por Adriana Costa, Diretora Geral Brasil e Diretora de Terapias Avançadas para América Latina da Siemens Healthineers, e contou com a participação de:
José Luiz Pagnussat, Professor da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), Mestre em Economia e Conselheiro do Conselho Federal de Economia (COFECON);
Tiago Sbardelotto, Economista Sênior da XP Investimentos;
Claudia Cohn, Diretora da Alta Diagnósticos e Diretora de Negócios Nacionais e Relações Institucionais da DASA.
A participação do economista José Luiz Pagnussat foi um dos destaques do painel. Com ampla trajetória na análise de políticas públicas e finanças públicas, Pagnussat trouxe reflexões sobre o contexto macroeconômico brasileiro, os desafios fiscais, o comportamento da inflação setorial e os impactos das variáveis econômicas sobre o financiamento da saúde.
Em sua análise, ressaltou que o setor enfrentará um ambiente de forte pressão de custos, exigindo maior eficiência na gestão, aprimoramento dos modelos de financiamento e integração entre planejamento econômico e políticas públicas. Destacou ainda a importância de uma visão estratégica de longo prazo para garantir sustentabilidade ao Sistema Único de Saúde (SUS) e ao sistema suplementar.
Para o Sistema Cofecon/Corecons, a presença de um conselheiro federal no debate reforça o papel estratégico dos economistas na construção de soluções para áreas sensíveis como a saúde, onde decisões econômicas impactam diretamente a qualidade de vida da população.
Observatório Permanente da Saúde 2050
Durante o evento, a Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para Saúde (ABIMED), curadora da edição, lançou o Observatório Permanente da Saúde 2050. A iniciativa tem como objetivo monitorar a sustentabilidade do SUS e apoiar a tomada de decisões estratégicas, investimentos e identificação de gargalos no sistema, contribuindo para inovação e desenvolvimento de políticas públicas.
O Welcome Saúde 2026 reafirmou a centralidade da análise econômica para o planejamento do setor e evidenciou como a atuação técnica de economistas é fundamental para a construção de um sistema de saúde mais sustentável, eficiente e preparado para os desafios futuros.
