IIº Simpósio Brasiliense de Economia reuniu estudantes e Economistas renomados

Temas como DSC03553os impactos da gravidez precoce sobre resultados socioeconômicos de curto prazo foram discutidos no primeiro dia (22/09) do II Simpósio Brasiliense de Economia, uma iniciativa do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (Corecon-DF) em parceria com a Universidade Católica de Brasília (UCB). Ao todo, três paineis abordaram o assunto central do evento “Políticas Sociais, Equilíbrio Macroeconômico e Desenvolvimento” sob diferentes perspectivas. Nesta quarta-feira, 23, haverá mesa de debates e almoço palestra.

“O tema do evento é o desafio básico que o Brasil enfrenta hoje e que já vem do século passado. Desde meados dos anos 50 já havia a necessidade de gerar riqueza, progresso, prosperidade, mas, ao mesmo tempo, há uma desigualdade muito grande que não pode ser esquecida. Então a combinação desses dois elementos é complexa e os economistas têm papel importante de mapear esse caminho”, destacou o presidente do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal, Carlos Eduardo de Freitas.

O economista e conselheiro do Corecon-DF, José Luiz Pagnussat, também destacou a importância de os economistas discutirem o tema proposto. “O assunto está ajustado ao contexto de crise que vivemos, em que as políticas sociais passam a ser questionadas porque representam um gasto elevado para o governo, hoje em torno de 25% do PIB. De outro lado temos a questão da estabilidade macroeconômica que é colocada como fundamento necessário, tanto do ponto de vista fiscal como externo e cambial para a retomada do crescimento”, observou.

Já o superintendente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), José Carlos de Godoy Júnior, que representou o presidente da entidade durante o Simpósio, parabenizou o Corecon-DF por mais uma iniciativa de sucesso ao trazer a discussão sobre políticas públicas e Economia para as universidades. O coordenador de mestrado e doutorado em Economia na Universidade Católica de Brasília, José Ângelo Divino, corroborou a fala de José Godoy. “Tanto os profissionais quanto a academia têm a ganhar com essa aproximação”.

Painel 1
Tópicos sobre o Mercado de Trabalho no Brasil: Informalidade, Salário Mínimo e Ciclo Econômico – Gabriel Ulyssea (PUC-Rio)
Impactos da Gravidez Precoce sobre Resultados Socieconômicos de Curto Prazo das Adolescentes Brasileiras – Elaine Toldo Pazello (USP-RP)

Painel 2
Política Comercial, Crescimento e Desigualdade – Mauro Rodrigues Júnior (USP)
Gráficos
A Compensating Differentials Theory of Informal Labor Markets: Quantitative Model and Implications for a Developing Country – Rodrigo Reis Soares (FGV-SP)

Painel 3
Dívida Pública e Crescimento Econômico: Testes de Hipótese de Reinhart e Rogoff – Octavio Tourinho (UERJ)
Labor Markets in Heterogenous Sectors – Sérgio Afonso Lago Alves (BACEN)

Mesa de debate e almoço palestra

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Quatro questões nortearam a mesa de debate realizada no segundo dia do II Simpósio Brasiliense de Economia, uma iniciativa do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (Corecon-DF) em parceria com a Universidade Católica de Brasília (UCB). Os economistas e palestrantes do evento Gabriel Ulyssea (PUC-Rio), Octávio Tourinho (UERJ), Rodrigo Reis Soares (FGV-SP) e Sérgio Afonso Lago Alves (Bacen) discutiram a natureza científica da economia, políticas macroeconômicas de curto prazo, desenvolvimento, e sustentabilidade do sistema de proteção social brasileiro. O evento ocorreu no dia 23 de setembro no Campus Avançado da UCB, em Brasília.

O debate foi coordenado pelo presidente do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (CoreconDF), Carlos Eduardo de Freitas. “No momento, o desafio dos brasileiros consiste, basicamente, na conciliação do processo de inclusão social com questões macroeconômicas e de desenvolvimento”, destacou.

Sobre políticas macroeconômicas de curto prazo, Rodrigo Reis Soares afirmou que todas envolvem um ponto fundamental em comum: a disposição do governo em impor perdas à sociedade. “Isso é necessário em um processo de ajuste fiscal. Ao meu ver, é uma decisão política resolver quais setores terão mais perdas, o que é inevitável. É uma questão de economia política, cada setor defende seus privilégios e é impossível fazer o ajuste sem que um grupo seja afetado”, defendeu.

Sérgio Afonso Lago Alves e Gabriel Ulyssea abordaram a questão intertemporal das medidas propostas pelo governo, que implicam em redistribuição entre gerações. “A questão de o ajuste ser transferido para gerações futuras é muito presente na política econômica brasileira. Via de regra, o que se faz é adiar decisões mais difíceis porque o horizonte político não coincide necessariamente com o econômico. Dificilmente estão alinhados em questões estruturais e isso contribui há décadas para a situação que nos encontramos hoje”, avaliou Ulyssea.

Para Octávio Tourinho, o regime fiscal brasileiro tem sido de déficits persistentes, o que, segundo o economista, não estava claro porque era financiado, em grande parte, pela poupança externa. “Isso tem que mudar. Atualmente, o governo gasta para depois tentar controlar o endividamento. Se passarmos para um regime fiscal mais responsável, em que primeiro definimos a origem de recurso para depois decidirmos como será gasto, as expectativas vão mudar muito rapidamente e isso transformará uma situação que é muito ruim em outra muito melhor para as contas públicas”.

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Após a mesa de debate, os participantes do Simpósio foram convidados a participar de almoço palestra, realizado no restaurante Coco Bambu. O economista Tito Belchior Silva Moreira (UCB) apresentou a pesquisa “Uma avaliação da Não-Neutralidade da Moeda”, que discorre sobre de que forma a moeda pode ser não neutra no curto e longo prazo, na visão austríaca. Cerca de 30 pessoas prestigiaram a exposição.

“Avaliamos a economia americana, entre 1950 e 2013 e trabalhamos em duas equações. A primeira para avaliar se as variáveis reais e nominais afetam os preços relativos; e a segunda para verificar não só o efeito monetário, mas o da variação do PIB sobre os preços relativos, se afetam a inflação e nível de investimento”, explicou.

Mesa de Debate
“Desafios Econômicos Brasileiros”
Questões

Almoço Palestra
“Uma Avaliação da Não-Neutralidade da Moeda”
Tito Belchior Silva Moreira (UCB)
Slides


(*) Assessora de Imprensa do Cofecon
(61) 3208-1803/ 3208-1806

Escrito por Natália Kenupp
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