Economistas discutem balanço de 2011 e perspectivas para 2012

Economistas do Corecon-DF discutiram na manhã de sábado, 17, durante a reunião do Grupo de Conjuntura o balanço dos resultados da economia em 2011 e tendências para o ano 2012. O professor José Luiz Pagnussat apresentou um panorama de resultados referentes à inflação, ao PIB, às Contas Públicas e ao Setor Externo.

Inflação

Pagnussat apresentou os dados de inflação de 2011, divulgados pelo IBGE, e os indicadores econômicos das projeções do Banco Santander que mostram que a inflação que ficou em 6,5% em 2011, deverá ficar em 5% em 2012 e 6% em 2013. Segundo o economista, o quadro internacional sugere desinflação, com a queda dos preços internacionais das commodities. No Brasil, o espaço para queda da inflação é limitado: a demanda continua alta, mas com a expansão em ritmo decrescente; os ganhos de renda dos trabalhadores deverão continuar pressionando os custos, elevando principalmente preços de serviços. Um cenário provável será o de que a inflação deva recuar ao longo de 2012, convergindo para o centro da meta.

PIB

Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB) que apresentou crescimento de 2,7%, o grupo de conjuntura analisou o desempenho setorial registrando o bom desempenho da agricultura (3,9%) e menor desempenho da indústria (1,6%), com destaque negativo para a indústria de transformação permanecendo estagnada (0,1%). Outro destaque na análise foi o crescimento do consumo das famílias (4,1%). As projeções do Santander indicam que ele deverá chegar em 3,5% em 2012 e 4,3 para 2013. De acordo com os números apresentados, em 2012: deverá ocorrer a redução da demanda pelos produtos exportados pelo Brasil, dada a redução do crescimento mundial (crise internacional); a crise internacional tende a diminuir as expectativas dos empresários e reduzir o ritmo de investimentos; efeito defasado das sucessivas rodadas de aperto monetário, entre abril de 2010 e julho de 2011, desaquecimento da economia brasileira; a partir do segundo trimestre de 2012, a economia tende a crescer com mais força, refletindo os cortes recentes de juros e o impulso ao consumo dado pelo aumento do salário mínimo em janeiro; o emprego e o crédito deverão continuar em alta, embora a um ritmo mais moderado que nos últimos anos.

Ascom Corecon-DF

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